sábado, março 01, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
O presidente de Timor e prémio Nobel da Paz em 1996, Ramos Horta, foi hoje baleado perto da sua residência e encontra-se em estado crítico.
Não, este blog não se tornou numa edição on-line de um jornal, mas quis assinalar o facto porque ele faz-nos (re)lembrar quão valiosas são a vida e a paz, mas ao mesmo tempo tão frágeis...
Nós nunca sabemos o que nos reserva o dia de amanhã e uma coisa é certa: ninguém é imune a nada, nem um presidente que foi Nobel da Paz, nem o comum dos mortais onde eu me incluo. Por isso devemos valorizar cada minuto (para não dizer cada segundo) da nossa vida e da paz em que, mal ou bem, vivemos.
Devemos valorizar as pequenas coisas do dia-a-dia, cada momento de felicidade que partilhamos com aqueles que amamos, e tantas, tantas coisas que desprezamos como se a vida fosse eterna ou intocável… Mas não é.
Lembremo-nos disto e todos os dias olhemos para o mundo como se fosse a primeira vez (e respeitemo-lo), digamos “Eu amo-te” ou “Tu fazes-me muito feliz” antes de ir para o trabalho ou depois de voltar, valorizemos cada palavra, cada gesto, cada olhar, cada sorriso, cada lágrima e espantar-nos-emos com a magia única e irrepetível que é a vida.
Há duas coisas neste mundo que afligem o meu ser inconstante: a loucura e a intolerância. Uma e outra podem ser verdadeiramente nefastas e até destrutivas.
A loucura é algo muito complexo e muito difícil de lidar. Acho que ninguém está preparado para enfrentar uma situação dessas, só os profissionais.
O mesmo não se passa com a intolerância. Ela só existe devido à ignorância que grassa por esse mundo fora.
A intolerância pode ser de diversos tipos – política, religiosa, social, etc – mas hoje só vou chamar a atenção para a intolerância social, mais concretamente, para a intolerância em relação ao que é diferente de nós.
A este propósito há um livro que toda a gente devia ler que é de um conhecido autor chileno (Luís Sepúlveda) e que se intitula História da Gaivota e do Gato que a ensinou a voar. Através de uma fábula, este autor ensina-nos (as fábulas têm sempre uma moral) a aceitar e respeitar aqueles que são diferentes de nós.
O ser humano tem uma certa tendência, ignominiosa, diga-se de passagem, de achar que ele é que está certo, que aquilo que ele conhece/pensa/faz/sabe (mesmo que seja só uma ínfima parcela da realidade) é que é correcto. Os que pensarem ou fizerem de maneira diferente não são válidos e são frequentemente alvo de chacota.
Vou dar um exemplo muito concreto.
Eu não como carne. Quantas e quantas vezes já senti na pele a intolerância, e a discriminação mesmo, por ser diferente numa coisa tão simples como a alimentação. Eu não quero impor nada a ninguém; se as pessoas querem consumir carne putrefacta (já sem falar na questão do sofrimento dos animais, em particular das vacas, que é um dos meus animais favoritos), com todas as consequências que isso traz para o organismo e para a sua saúde, que o façam: cada ser humano é livre de tomar as decisões que bem entende, desde que não afecte a liberdade dos outros, claro.
O que eu peço é que não “gozem” ou façam afirmações ridículas do género “Não comes carne? Comes o quê então?!?”…
A humanidade ainda tem um longo caminho a percorrer neste campo, mas a história tem provado uma coisa: aquilo que em certa época é visto com desconfiança ou é considerado absurdo, mais tarde ou mais cedo acaba por ser aceite ou verifica-se que afinal estava correcto...
PS: este site tem ou procura ter (na sua devida dimensão e humildade) uma vertente pedagógica. Nesse sentido deixo aqui os links da Associação Vegetariana Portuguesa http://www.avp.eco-gaia.net/ e da Sociedade Portuguesa de Naturalogia http://spn.eco-gaia.net/ para consulta por parte dos leitores interessados. Os que querem permanecer ignorantes estão no seu pleno direito (no hard feelings!).
domingo, dezembro 16, 2007
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quarta-feira, fevereiro 21, 2007
A Perda da Identidade Humana
Se há coisa que prezo na vida é a minha identidade (e obviamente a dos outros).... Saber que não existe mais ninguém no mundo igual a mim, quer física quer psicologicamente, é reconfortante e ao mesmo tempo um desafio e uma responsabilidade... Por isso, eis o meu espanto quando ouvi há dias comentar que agora anda por aí uma moda de as pessoas fazerem plásticas para serem iguais a alguém famoso, por exemplo, à Britney Spears... Inclusive os orientais querem mudar os seus traços característicos e tornarem-se mais "ocidentais"...
Mas o que é que se passa com as pessoas? Afinal, por que será que não há um único ser humano neste planeta com uma impressão digital igual? Por algum motivo há-de ser...
Qual é a piada de alguém ficar igual à Britney Spears? Por que não tiram proveito daquilo que já têm que é único e original?
Já não basta vivermos na era da globalização dos hábitos de vida a todos os níveis (no que comemos, no que vestimos, no que fazemos nos tempos livres), agora vem esta moda da globalização "física"?
Isto é assustador, porque a seguir à globalização "física" pode muito bem surgir a globalização "psicológica"... Que interessante seria pensarmos todos da mesma maneira! Nem Hitler teria pensado numa coisa dessas nos seus "wildest dreams"...
A riqueza da Humanidade, quanto a mim, reside na diversidade: de lugares, de climas, de culturas, de raças... Estamos a pôr em risco essa riqueza em troca de quê? De uns momentos de autoglorifcação? Status social? Compensação de frustrações (se elas existem, elas continuarão lá, mesmo com o aspecto da Britney Spears)?!?
Neste contexto "futurista" deixará de fazer sentido viajar, porque iremos aos Estados Unidos e só veremos Britney Spears a cada esquina e nem vale a pena fazer não sei quantas horas a ir para o outro lado do mundo porque só vamos encontrar pessoas com olhos redondos...
Cada ser humano é único e irreptível. Só existiu um Picasso, só existiu um Fernando Pessoa, só existiu uma Amália Rodrigues, só existiu/existe tanta e tanta gente que permaneceu/permanece no anonimato, mas nem por isso deixou/deixa de ser menos válida para a grande família humana...
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sábado, fevereiro 03, 2007
O pomo da discórdia
Bem sei que já tinha publicado neste meu blog um texto relacionado com a questão do aborto, mas não resisto a voltar a este assunto, até porque o referendo é já daqui a alguns dias... Devo dizer que reequacionei a minha visão sobre este tema que tantas divergências e posições radicalizadas tem suscitado. Quer os defensores do "não" quer os defensores do "sim" apresentam argumentos (mais ou menos) válidos para justificar as suas posições, porém, nem o "não" nem o "sim" constituem solução para este problema que afecta de forma bem real a sociedade portuguesa. Se o "não" ganhar, não é por isso que se vão deixar de se fazer abortos, em certos casos feitos em condições deploráveis... Se o "sim" ganhar, não acredito que se erradique de uma vez por todas o aborto clandestino... A verdadeira solução para este problema reside apenas numa única e simples questão: a educação. Se as pessoas - mulheres e homens - estiverem devidamente informadas e forem devidamente educadas, acredito que o aborto diminuirá drasticamente e arrisco a dizer que só será feito em situações excepcionais. Todavia, caso estas surjam, creio que deverá sempre caber à mulher a última palavra sobre o que ela considera melhor para si em determinado momento e em determinadas circunstâncias. A mulher deve ter o direito de decidir sobre si - é isso que nos distingue dos animais irracionais: a capacidade de pensar, de decidir, de optar - e não, só porque é "jovem e saudável", ser obrigada a ter um filho e quando não o quer ter ainda ser penalizada por isso. Portanto: implemente-se de uma vez por todas - sem margem para hipocrisias - o ensino sexual nas escolas, porque, como sabemos, os jovens iniciam a sua vida sexual cada vez mais cedo e devem estar informados não só sobre como evitar uma gravidez indesejada, mas também como evitar as doenças sexualmente transmissíveis e o temível HIV (SIDA); facilite-se, o mais possível, o acesso às consultas de planeamento familiar e aos métodos contraceptivos, mesmo nas escolas, pois há muitos jovens que não se dirigem aos centros de saúde ou não vão a uma farmácia comprar preservativos porque têm medo/vergonha que os pais, os vizinhos, os amigos saibam; organize-se sessões de esclarecimento sobre contracepção em Juntas de Freguesia, em escolas, em bairros sociais desfavorecidos; crie-se uma unidade móvel que vá ao encontro das pessoas, mesmo nos lugares mais remotos de Portugal, porque também lá as pessoas precisam de ser esclarecidas e ajudadas; divulgue-se um site, da responsabilidade do ministério da saúde em parceria com o ministério da educação e outras entidades, que possa responder às dúvidas de quem o consultar. Todas estas propostas são medidas concretas que visam solucionar a médio/longo prazo o problema do aborto em vez de perder tempo com discussões sobre quando começa a vida, se é às 5, 10, 15 ou 20 semanas... É muito mais fácil para o governo fazer um referendo para "lavar as suas mãos" como Pilatos do que levar a cabo medidas sérias como, por exemplo, para além destas que mencionei, proporcionar melhores condições de trabalho e de vida aos Portugueses para que estes possam ter (mais) filhos, incentivar ao crescimento da taxa de natalidade através do aumento significativo dos abonos de família que, neste momento, não dão sequer para as fraldas, proporcionar uma educação básica realmente "gratuita" na prática e não apenas no papel. Talvez assim possamos estar no bom caminho para evitar uma situação que se repete dia após dia e para a qual um mero "não" ou um mero "sim" não são de certeza a solução mais viável...
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segunda-feira, janeiro 01, 2007
terça-feira, dezembro 26, 2006
segunda-feira, dezembro 25, 2006
sábado, novembro 25, 2006
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- Patrícia T.
- Things that I love: friendship, kindness, devotion, learn new things, meet new people, a nice conversation, a good laugh, a cup of ginger tea, feel the sun in my face, contemplate the sea. Things that inspire me: people and their achievements*, quotes that bring light into my life*, music, poetry, new beginnings. *including mine
